Está em andamento o processo de concurso público para construção do Centro de Saúde de Abrantes, nas antigas instalações da Rodoviária Nacional. A obra pública será executada por empreitada, tendo sido fixado o preço base em 1.381.427.81€ mais IVA e terá um prazo de execução de 365 dias. O critério da adjudicação será o do mais baixo preço.
O projeto prevê a demolição parcial do edifício - foi construído em meados do século XX e apresenta sinais de degradação – por forma a instalar um edifício desta tipologia que possa servir cerca de 10 mil utentes.
O edifício a construir desenvolve-se em três pisos, um abaixo da cota de soleira e dois acima desta e será dotado de elevador comunicante com todos os pisos.
O Piso -1 vai destinar-se a estacionamento e a áreas técnicas, estando previstos 41 lugares, dois dos quais para utentes com mobilidade condicionada.
No Piso 0 destina-se à Unidade de Saúde Familiar de Abrantes. Ficará dotada de serviços qualificados de proximidade na área de saúde. Na vertente da prestação de cuidados de saúde, está prevista a construção de sete gabinetes para consultas, um gabinete para consulta de internos, quatro gabinetes para enfermagem, duas salas para tratamentos (injetáveis e pensos), uma sala de inaloterapia e um gabinete de saúde oral. Serão também construídas áreas administrativas, salas de espera (geral e infantil), zona de higiene para bebés, sala de apoio para serviço social, gabinetes de trabalho, sala de reuniões, sala de formação e dois acessos: uma para o público e outro para ambulâncias. Prevê ainda um pátio atrás do edifício com acesso através do estacionamento exterior existente a nascente, bem como, uma escadaria contígua à fachada norte do edifício para possibilitar o acesso ao Piso 1 e ao espaço exterior envolvente à ESTA – Escola Superior de Tecnologia. Este acesso permitirá ainda estabelecer a ligação entre o Largo 1º de Maio (através do futuro Mercado Diário) e a parte alta da cidade (ESTA, Jardim da República, Convento de São Domingos).
No Piso 1 é prevista a construção de um open space destinado a serviços de natureza coletiva e/ou social, dotado das infraestruturas necessárias.
As atuais instalações da Unidade de Saúde de Abrantes, a funcionar no edifício do Hospital, não reúnem condições para acolhimento humanizado e atendimento compatível com os modernos padrões do Serviço Nacional de Saúde. Reconhecendo a importância em oferecer modernas infraestruturas de saúde à população de Abrantes, entendeu a Câmara ser parte ativa da solução, propondo-se assumir por inteiro este investimento. Criou também um incentivo financeiro à permanência dos médicos que sejam reconhecidos pelo ACES e vierem a integrar esta Unidade de Saúde Familiar, minimizando os problemas inerentes à falta de médicos de família.
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) assumirá as obras de conservação, após a cedência desta nova infraestrutura.
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